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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Cozinha - paredes

Além do chão da cozinha, tínhamos que resolver como ficariam as paredes. Na verdade, nada é decidido em partes. O importante é que o conjunto fique bacana e harmonioso. E pra quem nunca brincou de decoração antes, decidir como decorar sua cozinha pode se tornar uma tarefa bastante difícil.

Já mostramos há alguns posts atrás, que a busca por referências foi enoooorme! Uma coisa era certa: queríamos um ambiente colorido, alegre e divertido. Comer é bom, nossa cozinha ficará aberta pra sala quase que o tempo todo e estamos carecas de saber que, em qualquer reuniãozinha que seja, o assunto sempre chega e se fixa na cozinha.

Em algum momento da nossa tomada de decisões, pensamos em colocar um mosaico num dos cantos da parede. Ou na frente da pia, ou atrás do fogão. Inúmeros eram os exemplos:

Esse mosaico redondo não é uma fofura? Se eu soubesse onde encontrar dele, já teria colocado na minha cozinha!





Fiquei apaixonada pelo mosaico de silestone acima (é um material sintético, usado em bancadas de cozinha e banheiro. O mais legal é que o silestone tem diversas cores e não tem cara de pedra). Mas não conseguimos descobrir um fornecedor dele aqui no Rio. Pensamos em copiar seu efeito, com azulejos de 10 x 10 cm, mas no final acabamos desistindo do mosaico.

Usaríamos os azulejos como esses pra simular o mosaico do silestone.

Nosso segundo sonho de consumo passou a ser o mega azulejos da linha Colorsense da Eliane. Nas cores Carmim, Chocolate, Grafite e Purpura o tal revestimento tem 44 x 88 cm com o qual conseguiríamos fazer uma painelzão atrás das bancadas da cozinha, quase sem emendas. O mais maneiro é que ele é retificado e vitrificado, o que faz com que fique quase igual a um espelho.


O Dado queria colocar o púrpura ou carmim. Eu achei que era demais pra cozinha e acabamos ficando com o Diamante Branco brilhante, que não é da linha Colorsense, mas tem as mesmas medidas e também é vitrificado. Ficou assim:


A parte debaixo está com azulejo acetinado da Portobello e a de cima com o Diamante Branco da Eliane. Acima dela vamos pintar, mas antes da tinta, precisávamos de um acabamento. Uma tirinha de pastilhas ou um filete. Na busca pelo detalhe perfeito, dei de cara com uns filetinhos muito fofos da Eliane: Spectro Cepheus. Tem nas cores cereja, lavanda, oliva e petróleo. Gostei da cereja e do petróleo (abaixo).



Até que descobrimos que na mesma linha do nosso piso, existiam uns mosaicos da Itagres. Fechamos, então, com o multicolor. E vamos usar duas fileiras arrematando o azulejão branco.


E cá está a parede da cozinha com o mosaico fofo!

domingo, 26 de abril de 2009

Faixinhas na parede da área

Nossa área de serviço foi um bocado reduzida, quando resolvemos reverter o banheiro de empregada. Ele era muito apertadinho e o Dado não conseguiria entra nele com a cadeira de rodas, se simplesmente fechássemos a porta de um lado e a abríssemos do outro. Em compensação vamos ficar com um lavabo espetáculo!

Mas voltando à área. Como ela ficou um pouco apertada, resolvemos que deixá-la toda com paredões brancos não seria legal e resolvemos dar um toque fofinho com uma faixinha decorativa.

Na busca pela faixa perfeita, percebi que a maior variedade é oferecida pela marca Incepa. Existem várias outras, mas as que mais gostei eram desse fabricante. Saca só a quantidade de faixinhas fofas que eles tem. Alguém duvida que a escolha foi difícil?

Bom, no final, ficamos entre 3 opções:

Málaga

Luxor branca

e Atelier branca.

Eu achava a Málaga a mais fofinha de todas, mas o Dado não era muito apaixonado por ela. Fora o fato de seu tamanho não bater com o dos azulejos. As faixas ficariam desalinhadas em relação a eles.

Acabamos ficando então com a Atelier, que tem listrinhas em mini relevo (não dá pra ver na foto, só de pertinho), é acetinada, como nosso azulejo e muito simpática. Não ficou fofézimo?

Esse será o cantinho da máquina de lavar.

sábado, 25 de abril de 2009

O chão onde pisas

Alguém aí na platéia me responda: você costuma olhar para o chão onde pisa? Quando estou andando pelas calçadas esburacadas do Rio de Janeiro, adornadas por cocozinhos de cachorro e poças de laminha de chuva, sim. Olho e muito! Agora... será que eu olho pro chão da cozinha das pessoas?

É impressionante a quantidade de detalhes que você passa a reparar depois que começa a reformar o seu cantinho. Nunca pensei que chão fosse fazer parte do meu sonho de consumo. E que fosse se tornar motivo de preocupação (tudo bem que TUDO vira motivo de preocupação nessa minha cabecinha maluca). Pois não é que virou?

Mais impressionante ainda é perceber que um simples chão pode fazer TODA a diferença no seu cafofo. No caso aqui, falaremos, mais uma vez, da nossa cozinha.

Saca aqueles chãos brilhantes de foto de revista? Os tais famosos porcelanatos brilhosos que estão na moda. Então. Acho um luxo! Digno!

Já o meu namorado, se amaaaarra em chão imitando cimento. Nunca fui muito fã de Niemeyer. Aliás, acho uóóóó as construções dele, todas no cimento. Parecem inacabadas, tipo, faltou dinheiro, saca?

Pois bem. Não é que meu namorido conseguiu me convencer de que um chão meio cinza, nem cá, nem lá, pode ficar bonito pra caramba? E é cada um lindão que tem por aí...

Nossa primeira idéia foi usar o porcelanato da linha Bauhaus da Portobello.


Dois motivos nos fizeram desistir dele:
1) Superfície acetinada – segundo o vendedor do Shopping frei Caneca poderia ficar escorregadio, quando molhado
2) Cantos boleados – Saca quando você olha o azulejo de perfil e percebe que seu canto é meio arredondado, tipo essa caixinha aí da foto? Então, isso é boleado. E a gente queria azulejo retificado, com seus cantos retinhos. Muito mais chique, porque você consegue juntar mais as peças e fazer um acabamento bem melhor.

Foi então que uma amiga nossa sugeriu um piso semelhante da Itagres: porcelanato da linha Concreto. Muuuuito mais bonito. Superfície porosinha, tipo cimento mesmo e cantos retos. Um luxo!

(Essa minha sandalinha não é um luxo?)

Decisão nº 2: que tonalidade usar? Esse piso possui 3 tons: grafite, cement e gesso. O gesso foi logo descartado por ser claro demais. Quase branco. Ficamos entre o cement e o grafite, esse segundo me pareceu muito escuro. E o medo de cozinha de Niemeyer bateu forte! Nada que um milhão e meio de simulações diferentes no nosso programinha de arquiteto não me fizessem mudar de idéia. Perdi o medo e resolvemos: vamos grafitar o chão!

Só que, somando-se a isso, tínhamos também a vontade de misturar os tons. Tipo: maior parte escura e detalhes claros. Vimos alguns exemplos disso e achamos deveras interessante. O problema é que nossa cozinha era pequena pro tamanho desse piso (51 x 51cm). Ou seja, nada que a gente desenhasse no chão nos agradava. Veja os exemplos abaixo:




Mas vocês acham que foi fácil desistir da idéia das duas cores? Na hora que o pedreiro resolveu assentar o piso da cozinha, gritamos: “STOP! Oh yeah wait a minute Mr. Stoneman!” e fomos correndo na Amoedo (eca!) comprar uma caixa extra do piso com a tonalidade Cement. Pra que? Pra me deixar com uma baita dor na coluna de tanto colocar e tirar azulejo do chão. Juro, gente! Fiquei umas boas 2 horas de domingo carregando e posicionando azulejo pra lá e pra cá no chão da cozinha.

Você deve estar pensando: que povo criativo! Devem ter resolvido colocar uma carinha sorridente, uma florzinha ou um xadrez no chão da cozinha. Que máximo!


ERROU!!! Nenhuma das paginações acima nos agradou e resolvemos que vamos ficar com o chão só no grafite mesmo. Ah, sim, agora estamos com uma caixa de 6 peças do piso sobrando. Alguém se interessa?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Tonalidade e Bitola

Dica importante pra quem vai comprar revestimentos para parede e chão: compre sempre cerca de 20% a mais do que você vai realmente utilizar. 20%? Mas por que tudo isso?

Bom, pra começar nenhum fabricante garante a entrega de material 100% perfeito. Eles vão sempre te dizer que existe uma margem de 5% de erro. Ok. Compreensível. 5% é aceitável.

Depois temos a questão humana. Suponhamos que seu azulejista não seja a pessoa mais cuidadosa do universo, isso sempre acontece. Mesmo que ele o seja, o sujeito é humano e uma ou outra peça ele acaba quebrando ou cortando errado. Mais um motivo pra sua margem de erro aumentar.

Por último, se você tiver problemas futuros nas suas paredes ou no chão, vai precisar de peças pra repor. E é aí que entra o assunto do título deste post: Tonalidade e Bitola.

O que acontece é o seguinte: cada fornada de azulejos queima uma centena (talvez milhares) de peças de cada vez. Esses azulejos, que entraram no forno juntos, ficam, então, com o mesmo bronzeado, a mesma tonalidade. O que é que o fabricante faz? Ele pega aquela fornada, que está com o mesmo “tom de pele” e classifica com um código, que eles chamam de tonalidade, tom ou shade. Assim, você tem a certeza de que, os azulejos com aquele código, estão todos da mesma cor.

Esses mesmos azulejos precisam agora ser cortados, pois eles foram assados com um tamanho um pouco maior que o tamanho final. Saindo do forno, eles passam, então, pra máquina de corte, onde serão aparadas as arestas e ele ficará com o tamanho anunciado para o consumidor. Cada vez que a máquina corta um determinado número de azulejos, ela precisa ser limpa. Para ser limpa, ela é desregulada. Só depois da limpeza é que ela volta a ser regulada para o tamanho do próximo lote de azulejos. O que acontece? Você acaba tendo uma diferença de tamanho (pequena, lógico) entre um lote e outro. O azulejo precisa, mais uma vez, ser classificado. Desta vez quanto ao seu tamanho, que eles chamam de bitola. Mais um códigozinho que aparece na caixa do revestimento e que pode te dar alguma dor de cabeça no futuro.

Se você usar revestimentos retificados (aqueles com cantos totalmente retos) a margem de erro de corte é muito pequena e o tamanho da bitola não varia tanto. Ainda assim, preste atenção ao código da tonalidade.

Tonalidade e tamanho também são documento!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Revestimentos - são tantas opções, bicho

Indecisa do jeito que eu sou, vocês já podem imaginar o desespero que não é pra mim ter que escolher cores, tons, tipos e tamanhos de revestimentos. O que pode parecer uma diversão pra muita gente, (decidir como vai ficar a cara da sua casinha) pra mim é um drama! Nessas horas digo que queria ter nascido num país comunista, onde você não pode nem escolher a cor do seu azulejo. Paciência se seu banheiro é amarelo. O governo só dispõe de ladrilhos azuis no momento pra te oferecer. É pegar ou largar! Olha que benção!

Brincadeiras à parte, foram muitas idas e vindas à Barra da Tijuca e outros bairros para escolher revestimentos. Nossa primeira visita à Casa & Construção durou umas 3 horas e eu saí de lá exausta! Nessa época a gente ainda não sabia muito bem o que queria, então o passeio foi apenas pra fazer um reconhecimento de campo. Só depois de uma série de passadas em tudo que é loja, zilhões de folheadas em revistas de decoração e horas de navegação na internet é que fomos fechando o cerco e decidindo como seria cada canto da nossa casinha.

Acho que o mais fácil de decidir foi o banheiro. De cara gostamos da linha Glass da Portobello. Os azulejos dessa linha tem umas listrinhas beeeem fininhas chiquetérrimas. No branco é quase imperceptível. Nas demais cores (bege, marrom, azul, verde água, laranja, grafite e bordô) você consegue enxergá-las melhor, principalmente nas cores escuras. Como tínhamos uma vaga idéia de que nossa cozinha teria cores fortes, optamos pelo azul e branco na suíte. Além de tudo, esse revestimento é retificado, ou seja, suas quinas são bem retinhas. Um luxo! No chão, pegamos um piso da mesma coleção, só que sem brilho.

Esse é o azul do nosso banheiro. Lindão, né?

Aliás, revestimento retificado tomou conta de quase todo nosso apartamento. Com exceção da área de serviço e da ex-dependência-atual-despensa, o revestimento retificado estará presente nos demais aposentos azulejados.

Nos próximos posts falarei sobre eles.

Calma, calma! Esse não é nosso banheiro. É apenas um cenário com revestimentos da Eliane que fotografei no Shopping Frei Caneca. Aliás, a Eliane está com cada coisa chiquetérrima. Dá uma olhada no site deles: www.eliane.com.br

Por falar em coisa chique, sente só esse azulejo da Portobello. Chama-se Sixties Chic. Queria muito usá-lo em algum lugar, mas acho que vai ficar pra próxima! (Próxima??? Deus me livre de fazer outra obra!!!)