quarta-feira, 22 de abril de 2009

Nosso pedreiro e suas histórias mirabolantes

Todo mundo que já passou por uma obra, reforma, conserto de canos ou coisa parecida, deve ter ouvido alguma história mirabolante do prestador de serviço. Acontece toda vez que eles faltam ou atrasam alguma entrega. Geralmente a desculpa é a morte de algum familiar. Começa pela mãe, que é mais dramático, passa pelo avô, tios e primos. Os dois últimos são os mais usados, porque você nunca vai saber quantos tios e primos o sujeito tem, então ele pode matar quantos quiser.

Sendo assim, esperávamos que nosso mestre de obras matasse alguns parentes durante a reforma. Qual não foi nossa surpresa, quando descobrimos que a desculpa dele seria outra, muito mais criativa e divertida!


Logo na segunda semana fomos apresentados ao drama. Um belo dia o cara simplesmente não apareceu na obra. Pra piorar a situação um dos seus celulares estava desligado e o outro só caía na secretária. Será que ele já ia sumir? Assim tão cedo? Fiquei tensa!

No dia seguinte ele me aparece, então, com uma história digna de novela das 8. Envolvia uma esposa ciumenta e terminava com um celular quebrado! Sim, o tal celular que parecia estar desligado, tinha, na verdade, ido pra vala. E sabem como? A tal esposa ciumenta tinha se irritado com ligações que ele recebia e simplesmente jogado o celular na parede.

Rimos pra caramba e deixamos rolar.

Até que, segunda passada, o sujeito me aparece com outra história. Desta vez o cenário era o jogo do Flamengo e mais uma vez a tal esposa era um dos personagens principais. Só que agora o cara tinha aprontado mesmo. Segundo ele, a tchurma tinha ido em caravana assistir ao jogo. Terminado o jogo, em meio àquela bagunça de torcedor feliz e contente com a vitória do time, seguiram todos para seus carros e nosso protagonista idem. O que ele não percebeu é que, no meio daquele fusuê todo, simplesmente entrou no carro e esqueceu a mulher pra trás. Oi? Como é que é? É isso mesmo que você leu, ele deixou a esposa de lado e seguiu pra casa! Imagina a bronca que essa mulher não deu nele? Merecido, né? O jeito agora era comprar um buquê de flores e uns bombons pra compensar a trapalhada. Pensei até em ajudá-lo, mas achei que não tinha nada com isso.

Na terça, então, o sujeito some do mapa novamente. Tudo bem, era feriado, mas ele tinha combinado que trabalharia mesmo assim. Nada disso. Mais uma vez celular desligado e nehum sinal de vida. Qual seria a historinha dessa vez?

Adivinhou? Esposa ciumenta ataca novamente! Pelo visto ele não comprou os tais presentinhos pra compensar o "esquecimento" de domingo, a fofocada correu solta no bairro e sua mulher subiu nas tamancas. Resultado: nosso querido pedreiro foi parar na casa da mãe!

E enquanto me contava toda essa história, pra torná-la ainda mais dramática, o sujeito manda a seguinte pérola: "Anotaê o telefone da casa da minha mãe e o número do celular que tô usando agora. Esse aqui não presta mais!" e quebra o aparelho com as mãos na minha frente. Juro, gente! Quebrou o celular na minha cara e o arremessou no meio do entulho! Não é digno de aplausos?!

É isso aí, galera... Taxistas e pescadores que se cuidem! Os mestres de obra estão entrando no páreo. E com força total!

Edinho conta mais uma de suas histórias para Dado.

4 comentários:

Ruby Fernandes disse...

hahahah, nem a Fernanda Montenegro é tão convincente né? bjobjo.

Bento disse...

Essa história está digna de ir para outro blog: http://tudopalhaco.blogspot.com/
Abs

Elizabeth disse...

Esse deve apanhar em casa! rs

Biboca da parafuseta disse...

Hahahahhahaha! Pior é q deve apanhar mesmo, Beth. A mulher dele é professora de capoeira! Já viu, né?